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2/05/2018 | Assessoria de imprensa

Ato político por Lula reúne milhares em Curitiba no 1º de Maio

Ato político por Lula reúne milhares em Curitiba no 1º de Maio

Sete centrais sindicais conseguiram levar ao menos 20 mil pessoas em ato que pediu a liberdade do ex-presidente

A comemoração do Dia do Trabalhador, em Curitiba, se transformou em uma grande manifestação política em favor da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril na sede da Superintendência da Policia Federal do Paraná.

O mote do encontro foi “Em Defesa dos Direitos e por Lula Livre”. O evento, promovido pelas sete maiores centrais sindicais do Brasil – CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB e Intersindical, reuniu mais de 20 mil pessoas vindas de todo o país.

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A festa do 1º de Maio aconteceu na praça Santos Andrade, centro de Curitiba, junto as escadarias do edifício central da Universidade Federal do Paraná. Além de senadores, deputados federais, estaduais e os presidentes das centrais sindicais, estiveram presente ao ato os pré-candidatos à presidência da República, Guilherme Boulos (Psol); Manuela D’Ávila (PCdoB) e Aldo Rebelo (Solidariedade). Rebelo foi vaiado pela plateia em função do fato de que seu atual partido votou a favor do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Ele tentou elevar o tom da fala, mas as vaias também subiram. A atriz Lucélia Santos também discursou.

Boulos defendeu a democracia, “mesmo essa democracia precária e limitada que está sendo destruída”. Incentivou os militantes a seguir “firmes na luta, nas ruas, ocupando praças como essas” afirmou. A pré-candidata do PCdoB fez uma defesa enfática do ex-presidente Lula. Disse que, em Curitiba, está preso o maior líder popular do país e o primeiro presidente operário da nossa história. “E isso não é pouca coisa”, disse, e seguiu afirmando que “Curitiba é o símbolo da unidade e da resistência” e ressaltou a importância da unidade das forças de esquerda e das centrais sindicais. Finalizou dizendo “viva o povo brasileiro que resiste e resistirá até que Lula seja livre”.

A senadora e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, falou a seguir. Afirmou que o ex-presidente está bem fisicamente e que “não está preocupado consigo mesmo, mas com o povo brasileiro”. Leu uma carta de Lula, onde comenta sobre as conquistas políticas e sociais de seu governo. Ao fim de sua fala, Gleisi garantiu que Lula será candidato a presidente da República.

O início do evento estava previsto para às 14hrs, mas desde a manhã um grupo de manifestantes se deslocou para um terminal de ônibus no bairro Boa Vista, a cerca de 2 km da sede da PF, e caminhou até a praça Olga Benário, local onde acontece diariamente, às 9 horas, o grito coletivo de “bom dia Lula”. No total, cerca de 8 mil pessoas se aglomeram para cumprimentar o ex-presidente.

Durante toda a manhã um grupo de parlamentares e lideranças sindicais, inclusive vindas dos países do cone sul, se revezou em um palanque improvisado. A PM preparou um esquema de segurança especial para as comemorações, e não houve nenhum atrito durante todo o dia.

A farmacêutica Nathalia Cortes, 27 anos, viajou mais 1.500 km desde Quirinópolis, GO, na companhia da mãe e da filha para soltar o grito e protestar contra a prisão de Lula. “Viemos aqui para engrossar o coro daqueles que não concordam com a medida tomada pela Justiça. Queremos Lula livre. Vim aqui para lutar por um Brasil que volte a ter emprego, renda, moradia digna, enfim, esperança. Vim aqui para lutar pelo futuro da minha filha” afirmou a goiana.

Ilário Marques, prefeito de Quixadá, CE, e sua esposa, a deputada estadual Rachel Marques (PT), vieram a Curitiba para se solidarizar com o ex-presidente. “Jamais tivemos um presidente da República que olhasse para o nordeste como Lula. Ele mudou a face da nossa região. Nosso gesto foi de total repúdio a sua prisão e solidariedade ao cidadão” afirmou o prefeito.

O motorista José Mauro Canto, 53 anos, desempregado há oito meses, não tinha o que comemorar. “Faço bico, qualquer coisa que ajude no fim de mês. Na verdade, não tenho nada a comemorar. Estou aqui para protestar contra a prisão do Lula. Nos seus dois governos, os pobres viveram muito bem. Sua prisão é um golpe dos ricos”.

Após as apresentações musicais do rapper Flavio Renegado, da sambista Beth Carvalho, foi a vez de Ana Cañas encerrar a festa.

Fonte: site da Carta Capital – Foto: Rene Ruschel