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23/05/2018 | Assessoria de imprensa

Rachel Marques lê carta do ex-presidente Lula

Rachel Marques lê carta do ex-presidente Lula

A deputada Rachel Marques (PT) leu, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (22/05), uma carta do ex-presidente Lula em que ele confirma sua candidatura e avalia a situação política, econômica e social do Brasil, assim como o processo que resultou na sua prisão.
“Como ele não pode estar falando diretamente com o povo, eu hoje empresto a minha voz para ler essa mensagem e reafirmar o que nosso partido já havia afirmado: Lula será nosso candidato à Presidência da República”, informou a parlamentar. Ela indicou a convicção na inocência do ex-presidente, a injustiça de sua prisão, assim como a luta pela liberdade e pelo direito de o petista ser candidato.

Rachel Marques afirmou que a imprensa no Brasil não divulgou o texto de Lula, mas este foi publicado na íntegra no jornal francês Le Monde. “Sou candidato a presidente do Brasil nas eleições de outubro, porque não cometi nenhum crime e porque sei que posso fazer o País retomar o caminho da democracia e do desenvolvimento, em benefício do nosso povo”, afirmou Luiz Inácio Lula da Silva no texto, reproduzido pela deputada.

O ex-mandatário reiterou que as eleições de outubro só serão democráticas se todas as forças políticas puderem participar de forma livre e justa. “Sou candidato para devolver aos pobres e excluídos sua dignidade, a garantia de seus direitos e a esperança de uma vida melhor”, prosseguiu Rachel Marques, citando a missiva.
De acordo com a deputada, o ex-presidente fez ainda uma retrospectiva de sua vida pública e dos avanços e aspectos do Brasil durante os anos em que foi presidente, indicando a continuidade da “maior inclusão social da história” no governo de Dilma Rousseff. Ele citou ainda retrocessos democráticos, crise econômica, redução de salários e da oferta de empregos, desmonte de programas sociais e aumento do custo de vida como aspectos da situação atual do Brasil.

Fazendo referência ao processo que levou à sua prisão e aos resultados das pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente ressalta que lidera as pesquisas, “mesmo depois de ter sido preso em consequência de uma perseguição judicial que vasculhou a minha casa e dos meus filhos, minhas contas pessoais e do Instituto Lula, e não achou nenhuma prova ou crime contra mim. Um juiz notoriamente parcial me condenou a 12 anos de prisão por atos indeterminados”.
O texto é encerrado com a afirmação do ex-presidente Lula de que sua candidatura “é uma proposta de reencontro do Brasil com o caminho de inclusão social, diálogo democrático, soberania nacional e crescimento econômico, para a construção de um país mais justo e solidário, que volte a ser uma referência no diálogo mundial em favor da paz e da cooperação entre os povos”.

Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa – Foto: Paulo Rocha